É um assunto que mexe com o ego, diretamente sobre o
comportamento das pessoas portadoras, mas venho falar sobre isso justamente
para explicar que a obesidade provoca este tipo de problema e estou passando
por isso.
Alguns meses venho notado que eu ia ao banheiro com muita frequência
e que mesmo ao limpar os resíduos de urina, sempre ficava um pouca na roupa
intima. Estava me incomodado muito, pois definitivamente eu me sentia
desconfortável tendo que tomar 3 a 4 banhos por dia.
Quando fui à gineco, ela me explicou que isto poderia estar
sendo um inicio de incontinência urinária devido à obesidade! Fiquei assustada,
pois tenho 27 anos e sempre ouvi falar que isto acontecia somente após a 5
década de vida. Enfim, a médica me pediu uns exames e me disse que com a perda
de peso talvez sumisse este incomodo e que poderia levar uma vida normal.
Atualmente existem estudos que comprovam a eficácia da perda de peso na
melhora da incontinência urinária, pois o que se sabe é que realmente o excesso de peso
exercido na bexiga faz com que ela tenha uma eliminação de urina involuntária e dado o elevado peso faz com que a incontinência
vá piorando ao longo do tempo.
Para explicar diretinho uma reportagem com o doutor DRauzio
Varella:
Incontinência urinária
Incontinência
urinária é a perda involuntária da urina pela uretra. Distúrbio mais frequente
no sexo feminino, pode manifestar-se tanto na quinta ou sexta década de vida
quanto em mulheres mais jovens. Atribui-se essa prevalência ao fato de a mulher
apresentar, além da uretra, duas falhas naturais no assoalho pélvico: o hiato
vaginal e o hiato retal. Isso faz com que as estruturas musculares que dão
sustentação aos órgãos pélvicos e produzem a contração da uretra para evitar a
perda urinária e o músculo que forma um pequeno anel em volta uretra sejam mais
frágeis nas mulheres.
Causas
A
eliminação da urina é controlada pelo sistema nervoso autônomo, mas pode ser
comprometida nas seguintes situações:
*
Comprometimento da musculatura dos esfíncteres ou do assoalho pélvico;
*
Gravidez e parto;
* Tumores
malignos e benignos;
* Doenças
que comprimem a bexiga;
*
Obesidade;
* Tosse
crônica dos fumantes;
* Quadros
pulmonares obstrutivos que geram pressão abdominal;
* Bexigas
hiperativas que contraem independentemente da vontade do portador;
*
Procedimentos cirúrgicos ou irradiação que lesem os nervos do esfíncter
masculino.
Tipos e
Sintomas
a)
Incontinência urinária de esforço – o sintoma inicial é a perda de urina quando
a pessoa tosse, ri, faz exercício, movimenta-se;
b)
Incontinência urinaria de urgência – mais grave do que a de esforço,
caracteriza-se pela vontade súbita de urinar que ocorre em meio as atividades
diárias e a pessoa perde urina antes de chegar ao banheiro;
c)
Incontinência mista – associa os dois tipos de incontinência acima citados e o
sintoma mais importante é a impossibilidade de controlar a perda de urina pela
uretra.
Diagnóstico
São dados
importantes para o diagnóstico o levantamento da história dos pacientes e a
elaboração de um diário miccional onde eles devem registrar as características
e freqüência da perda urinária.
Outro
recurso para firmar o diagnóstico é o exame urodinâmico, que é pouco invasivo e
registra a ocorrência de contrações vesicais e a perda urinaria sob esforço.
Tratamento
O
tratamento da incontinência urinária por esforço é basicamente cirúrgico, mas
exercícios ajudam a reforçar a musculatura do assoalho pélvico. Atualmente, a
cirurgia de Sling, em que se coloca um suporte para restabelecer e reforçar os
ligamentos que sustentam a uretra e promover seu fechamento durante o esforço,
é a técnica mais utilizada e a que produz melhores resultados.
Para a
incontinência urinária de urgência, o tratamento é farmacológico e
fisioterápico. O farmacológico pressupõe o uso ininterrupto de várias drogas
que contêm substâncias anticolinérgicas para evitar a contração vesical. Esses
remédios provocam efeitos colaterais, como boca seca, obstipação e rubor
facial.
Recomendações
* Procure
um médico para diagnóstico e identificação da causa e do tipo de perda urinária
que você apresenta;
* Não
pense que incontinência urinária é um mal inevitável na vida das mulheres
depois dos 50, 60 anos. Se o distúrbio for tratado como deve, a qualidade de
vida melhorará muito;
*
Considere os fatores que levam á incontinência urinária do idoso – uso de
diuréticos, ingestão hídrica, situações de demência e delírio, problemas de
locomoção – e tente contorná-los. Às vezes, a perda de urina nessa faixa de
idade é mais um problema social do que físico;
* Evitar
a obesidade e o sedentarismo, controlar o ganho de peso durante a gestação,
praticar exercícios fisioterápicos para fortalecer o assoalho pélvico, são
medidas que podem ser úteis na prevenção da incontinência urinária.