quinta-feira, fevereiro 2


Filhos de mulheres obesas que fizeram redução de estômago têm 52% menos chances de serem obesos!

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A história começa em 1998, quando o geneticista French Anderson, da Universidade do Sul da Califórnia, causou polêmica ao inserir o gene de um rato no embrião de um camundongo, o que fez que ele crescesse o dobro do esperado para sua espécie. Quando o “camundongo” gigante nasceu, o gene alienígena estava em todas as suas células, inclusive nos gametas, o que quer dizer que seus filhos e netas também seriam gigantes. Isso sugeriu que em tese, seria possível criar uma raça de humanos modificados. Anderson começou a fazer algumas experiências em pessoas, tentando curar doenças genéticas, até que matou um paciente de 18 anos. A terapia genética caiu e somente tomou fôlego nos últimos anos.
                O código genético não é tudo, claro. A ciência está descobrindo que o que acontece durante a gestação é muito mais importante do que se pensava. Isso porque o funcionamento dos genes pode ser alterado pelas condições do ambiente, a começar pelo útero.  Isso não é o mesmo que dizer que as coisas que a mãe come ou faz durante a gravidez mudam o DNA do seu filho, mas é quase. Os estudos mais recentes mostram que o período pré-natal é quando muitos genes determinam a propensão a doenças ou habilidades são ligados e desligados. Essa variação no funcionamento dos genes se chama epigenética. E funciona a todo vapor durante a gestação.
                O feto incorpora elementos da dieta da mãe, toxinas do ar que ela respira e também é influenciado por suas emoções e sentimentos. Tudo isso pode ativar ou desativar genes durante o desenvolvimento do bebê. É um mecanismo de defesa, para que o organismo do feto se prepare para o mundo que ele irá encontrar ao nascer. Se a dieta da mãe é pobre, por exemplo, o bebê pode nascer mais propenso a obesidade – pois seu organismo fica geneticamente programado a reter calorias. Esse fenômeno foi observado pela primeira vez durante o estudo chamado “fome holandesa”. Entre 1944 e 1945, em plena segundo guerra mundial, os nazistas interromperam o fluxo de alimento para a Holanda, fazendo com que 4,5 milhões de pessoas ficassem sem comida. As mulheres que estavam grávidas e passaram fome  deram à luz a filhos mais propensos a vários de base genética comprovada, incluindo obesidade e diabetes. Essas crianças nasceram com alterações epigeneticas e as transferiram para seus descendentes - que tem mais riscos dessas doenças.
                O funcionamento dos genes também pode ser alterado pelo tipo de alimento que a gestante come. Uma experiência feita em ratos na Universidade Duke, nos EUA, mostrou que um grupo químico chamado metil, encontrado em diversos alimentos, é capaz de alterar o funcionamento de determinados genes, que podem alterar características físicas e até proteger contra o câncer.
                Os ratos Aguti, que são gordos e possuem os pelos amarelados e predisposição a câncer e diabetes, tem suas principais características determinadas por um gene, chamado de gene Aguti. No experimento, dois grupos de ratos forma alimentados de formas diferentes durante a gestação. Um deles tinha a dieta normal. O outro, uma dieta rica em nutrientes que disponibilizam metil, como o ácido fólico e vitamina B12. Quem teve isso nasceu radicalmente diferente. Além de serem mais magros e não ter a mesma predisposição a doenças, os ratos tinham o pelo marrom. Tudo graças à alimentação da mãe, que aparentemente conseguiu desativar o gene Aguti.
                A obesidade humana também pode ser desprogramada no útero, segundo indica um estudo realizado em 2006 no EUA. Ele comprovou que filhos de mulheres obesas que haviam feito redução de estomago apresentaram 52% menos chances de serem obesos do que seus irmãos mais velhos, nascidos antes da operação da mãe. Ou seja: uma simples mudança de hábitos alimentares da gestante (que passou a comer menos devido a redução de estomago) foi suficiente para desencadear mudanças epigenéticas positivas nos filhos.

6 comentários:

Carla Cristina disse...

Juliane,
Fico feliz com suas palavras de carinho no blog.
Estou te seguindo.
Que bom vc ter tomado a decisão da ciru, tenho alguns amigos que fizeram a Sleeve estão super contentes com os resultados.
Já estou torcendo por vc.
Tudo de bom.
bjos

JóiJói disse...

Ou seja....
Eu que quero engravidar, tenho que manter mega saudável, com boa alimentação para meus pimpolhos não passarem por tudo isso...rs
Ótimo post!

Um beijo querida.

Andreza disse...

O que mais quero é que minha filha tenha como exemplo e dado por mim, uma boa alimentação, e por isso que quero tanto emagrecer, aprender a comer, enfim que ela não seja como eu tenho sido até alguns meses atrás...bjs!

Andreza disse...

Ah ja ia esquecendo, vim retribuir todo o amor que vc me desejou junto a muita paz para vc e sua familia!! bjs!

Juliane disse...

Obrigado !!! a todas vcs!!!

Aninha disse...

Adorei este blog, serve de incentivo a muitas pessoas que estão no dilema entre fazer ou não fazer a cirurgia bariátrica, já fiz todos os exames e antes de fevereiro espero em Deus que esteja já operada.
Sucesso e parabéns pelo Blog!

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